PREPARADO PARA O FENÔMENO VALUE IN MOTION?

Por André Soares

Olá leitoras e leitores, comandante na área! 

No mundo atual, marcado por transformações rápidas e disruptivas, o conceito de “Value in Motion” surge como um farol para empresas e líderes que buscam navegar pelas águas turbulentas da economia global. Desenvolvido pela PwC em seu estudo homônimo, “Value in Motion” refere-se ao movimento dinâmico do valor econômico, impulsionado por megatendências como a inteligência artificial (IA), as mudanças climáticas e as alterações geopolíticas. Esses fatores estão reconfigurando a economia mundial, criando novas necessidades de clientes, mercados emergentes, modelos de negócios inovadores e competidores inesperados, ao mesmo tempo em que borrando as fronteiras tradicionais entre setores industriais.

Imagine um cenário onde o valor não fica estagnado em indústrias isoladas, mas flui livremente entre domínios interconectados que atendem às necessidades fundamentais humanas: como nos alimentamos, cuidamos da saúde, nos movemos, construímos, fabricamos, energizamos, governamos, financiamos e conectamos. 

O fenômeno “Value in Motion” não é apenas uma teoria abstrata; é uma realidade projetada para o próximo decênio, com projeções indicando que, até 2035, esses domínios de crescimento poderão contribuir com trilhões de dólares para o PIB global. Mas você e sua organização estão preparados para capturar essa oportunidade? Neste artigo, exploraremos o que é o “Value in Motion”, seus drivers principais, os nove domínios de crescimento, cenários futuros e estratégias para preparação.

O que é Value in Motion? – “Value in Motion” pode ser traduzido como “Valor em Movimento” e representa a reconfiguração da economia global. De acordo com o relatório da PwC, lançado em 2025, o valor econômico está migrando de estruturas industriais tradicionais para novos “domínios de crescimento” – zonas vibrantes de atividade econômica que transcendem setores convencionais. Esses domínios surgem da interseção de tecnologias disruptivas, desafios ambientais e dinâmicas geopolíticas, criando pools de valor que empresas ágeis podem explorar.

Em essência, o fenômeno descreve como o valor se move:

De indústrias para domínios: Em vez de competir apenas dentro de um setor (como manufatura ou saúde), as empresas colaboram across boundaries para atender necessidades holísticas.

Impulsionado por megatendências: A IA acelera inovações, as mudanças climáticas demandam sustentabilidade, e as tensões geopolíticas redefinem cadeias de suprimentos.

Com impacto quantificável: Projeções mostram que, em cenários otimistas, o crescimento incremental da IA pode adicionar até 15% ao PIB global até 2035, mas isso depende de confiança, governança e cooperação.

O estudo da PwC baseia-se em análises de cenários data-driven, revelando que o dividendo de crescimento da IA não é garantido – ele varia de 1% a 15% dependendo do nível de confiança e colaboração global. Assim, “Value in Motion” não é apenas sobre crescimento; é sobre adaptação e reinvenção para capturar valor em fluxo constante.

O conceito de Value in Motion trata-se da redistribuição de valor entre setores tradicionais, impulsionada por tecnologia, mudanças comportamentais, dados e novos modelos de negócio.

Existem Três forças principais impulsionam o “Value in Motion”:

Inteligência Artificial (IA): A IA está redefinindo processos, desde a manufatura flexível até cuidados de saúde personalizados. Ela permite simulações, otimização de fluxos de trabalho e inovações como gêmeos digitais (digital twins), que replicam ativos físicos para testes virtuais. No entanto, seu sucesso depende de implantação responsável, com governança para mitigar riscos éticos e de privacidade.

Mudanças Climáticas: Com o aquecimento global acelerando, as empresas enfrentam pressões para reduzir emissões, adotar economia circular e investir em soluções sustentáveis. Isso cria oportunidades em áreas como energia renovável, agricultura resiliente e infraestrutura adaptável, mas também riscos, como interrupções em cadeias de suprimentos devido a eventos extremos.

Alterações Geopolíticas: Tensões comerciais, regionalização e nacionalismo estão fragmentando a globalização. Empresas precisam construir cadeias de suprimentos resilientes, diversificar fontes e navegar por regulamentações variadas. Isso acelera a migração de valor para regiões emergentes, como África e Ásia-Pacífico, onde o crescimento pode ser explosivo em cenários de cooperação.

Esses drivers não atuam isoladamente; eles se interconectam, amplificando o movimento do valor. Por exemplo, a IA pode otimizar soluções climáticas, enquanto geopolítica influencia o acesso a tecnologias críticas.

O coração do “Value in Motion” são os nove domínios de crescimento, que refletem como vivemos, trabalhamos e crescemos. Cada domínio integra capacidades de múltiplos setores para atender necessidades humanas fundamentais. Aqui está uma visão geral, com projeções para 2035 baseadas em cenários médios:

Make (Fabricar): Reinventa a manufatura por meio de digitização, automação e tecnologias como IA, IoT e impressão 3D. Colaborações entre fabricantes, empresas de IA e provedores de cibersegurança impulsionam eficiência e sustentabilidade. Contribuição projetada: US$ 34,17 trilhões ao PIB global.

Build (Construir): Transforma a construção com foco em urbanização sustentável, IA e resiliência climática. Parcerias entre engenharia, finanças e tecnologia criam cidades inteligentes e estruturas eficientes. Contribuição: US$ 13,76 trilhões.

Feed (Alimentar): Revoluciona o sistema agroalimentar para nutrir uma população crescente com sustentabilidade. Integra agricultura, logística e IA para reduzir desperdícios e impactos ambientais. Contribuição: US$ 9,88 trilhões.

Care (Cuidar): Evolui os cuidados de saúde com IA, telemedicina e dispositivos vestíveis para atendimento personalizado e acessível. Colaborações entre farmacêuticas, medtech e digital health lidam com envelhecimento populacional. Contribuição: US$ 9,31 trilhões.

Move (Mover): Inova a mobilidade com veículos elétricos, autônomos e modelos circulares. Setores automotivo, logístico e tech colaboram para eficiência e baixa emissão. Contribuição: US$ 5,86 trilhões.

Fuel & Power (Energizar e Potencializar): Transita para energia limpa, integrando fósseis com renováveis e IA para eficiência. Parcerias em armazenamento e transmissão atendem demandas industriais. Contribuição: US$ 6,19 trilhões.

Govern & Serve (Governar e Servir): Fortalece instituições públicas com IA e parcerias público-privadas para infraestrutura resiliente e bem-estar cidadão. Contribuição: US$ 17,42 trilhões.

Fund & Insure (Financiar e Segurar): Adapta serviços financeiros para novos riscos e modelos, com foco em estratégias de investimento sustentáveis. Colaborações transformam alocação de capital. Contribuição significativa, variando por cenário.

Connect & Compute (Conectar e Computar): Impulsiona colaboração cross-sector com conectividade e poder computacional. Integra tech, telecom e outros para soluções como data centers avançados e IA. Contribuição flutuante, pivotal para a economia.

Esses domínios não são silos; o valor flui entre eles, como na integração de IA do Connect & Compute com manufatura no Make.

O estudo da PwC modela três cenários para 2035, destacando que o dividendo de crescimento depende de confiança e cooperação:

Transformação Baseada em Confiança: Cooperação global, IA responsável e soluções sustentáveis levam a um crescimento de 15% no PIB. Domínios como Make atingem US$ 36,84 trilhões, com inovações como cadeias de valor transparentes.

Transição Tensa: Regionalização e nacionalismo resultam em crescimento moderado (8%), com US$ 35,36 trilhões para Make. Foco em resiliência local, mas sem escala global.

Tempos Turbulentos: Atomização e desconfiança limitam o crescimento a 1%, com US$ 33,91 trilhões. Sustentabilidade é suspensa, e tech é usada de forma divisiva.

Esses cenários enfatizam a necessidade de planejamento flexível, considerando variações regionais – por exemplo, a África pode adicionar US$ 1,07 trilhão no melhor caso.

Para capturar o valor em movimento, as empresas devem agir agora:

Reinventar Modelos de Negócios: Explore domínios além de seu setor, formando parcerias cross-industry. Use IA para otimização e gêmeos digitais para inovação.

Investir em Sustentabilidade: Transforme desafios climáticos em oportunidades, como adotando energia renovável e economia circular.

Construir Resiliência: Diversifique cadeias de suprimentos e invista em rastreabilidade com blockchain e IA.

Focar em Talento e Tecnologia: Desenvolva habilidades em IA e colaboração, priorizando confiança e governança ética.

Planejar para Cenários: Simule futuros com ferramentas de análise para ajustar estratégias dinamicamente.

Líderes decisivos podem ganhar vantagens competitivas em tecnologia, confiança e colaboração. Como diz o relatório da PwC: “O valor em motion cria oportunidades emocionantes, mas também incertezas – a chave é agir com confiança.”

O fenômeno “Value in Motion” é uma chamada para ação em um mundo em fluxo. Ao entender seus drivers, domínios e cenários, as organizações podem se posicionar não apenas para sobreviver, mas para prosperar. 

Você está preparado? 

Comece mapeando onde o valor está migrando para sua indústria e construa uma empresa pronta para o futuro. O decênio à frente promete trilhões em oportunidades – capture sua parte do movimento.

Chegou a sua hora!

Faça por você.

Viva por você.

André Soares 

Escritor |Mentor |Palestrante |Triatleta |Ultramaratonista |Bacharel Educação Física

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